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Dieta Alcalina – As verdades sobre esta dieta

07 de Maio de 2018
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dieta alcalina baseia-se, como indica o próprio nome, pela adoção de uma alimentação com base no PH dos alimentos, neste caso com PH alcalino.

pH significa potencial de hidrogénio. Trata-se de uma medida da acidez ou alcalinidade dos fluidos e tecidos do nosso corpo, feita em uma escala de 0 a 14. Quanto mais ácida é uma solução, menor seu pH. Quanto mais alcalino for o pH, maior o número é. Um pH 7 é considerado neutro, mas uma vez que o corpo humano ideal tende a ser em torno de 7,4, consideramos o pH mais saudável para nós como sendo ligeiramente alcalino, e os níveis de pH variam em todo o corpo, com o estômago sendo a região mais ácida.

Na teoria, é defendido que a ingestão de alimentos com PH alcalino é mais saudável para o organismo já que o meio ácido, segundo os defensores da adoção deste padrão alimentar, é mais susceptível ao aparecimento de doenças.

A dieta tem dado que falar, inclusive tem-se assistido ao aumento da compra de água engarrafada com PH alcalino e muitos são aqueles que defendem a adopção deste padrão alimentar que vai ao encontro de uma alimentação maioritariamente de base vegetal.

Os defensores desta dieta referem que a mesma pode prevenir o aparecimento de diversas doenças, nomeadamente do cancro já que, neste caso, dizem que as células cancerígenas não se desenvolvem em meio básico. Também defendem que previne a osteoporose e outros problemas ósseos e impedem a perda de massa muscular associada ao envelhecimento. Os benefícios, segundo dizem, não se ficam por aqui. Mas a questão permanece: há base científica para justificar os benefícios referidos?

A resposta é clara: a ciência prova o contrário. Dando o exemplo mais falando, o caso do cancro, e partindo do princípio que a alimentação não consegue alterar o PH internoa mesma não tem ação direta na prevenção. É certo que os vegetais e frutos têm um alto teor antioxidante, no entanto, não é o PH propriamente dito que fará a diferença no que diz respeito ao aparecimento da doença. Sabe-se também que o cancro, embora de forma menos habitual, cresce também em meio alcalino e que não é o meio ácido que causa o cancro mas sim é o cancro que potencia a acidificação do meio. Como factos temos: existem alimentos capazes de, após a sua ingestão e absorção, alterar o pH da urina, não o do sangue; uma acidificação da urina não é tradução de uma acidose metabólica, nem de efeitos adversos para a saúde; as células tumorais devido a uma glicólise aeróbia (efeito de Warburg) produzem ácido láctico, levando a uma acidificação do meio envolvente (não é o pH do sangue que por ficar ácido provoca cancro).

Também para todos os outros argumentos dados, estudos feitos têm vindo a comprovar sempre o contrário: não há fundamentação relevante para a adopção deste regime alimentar. Mais, recomendações de uma alimentação saudável baseadas nesta classificação seriam impróprias por afastarem do consumo alimentos como as lentilhas, a aveia ou mesmo o feijão, que dado o seu teor proteico acabam por ser classificados de “alimentos ácidos”. Ainda que se reconheça a sua importância pelo conteúdo em frutas e vegetais, a mesma deve-se ao seu rico conteúdo nutricional destes alimentos que em muito beneficia o nosso organismo, não se devendo ao PH ou alteração do mesmo por parte da alimentação que, como foi referido, não acontece.

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Referências Bibliográficas:
http://www.vidaativa.pt/a/dieta-alcalina/
http://www.viversaudavel.pt/opiniao/agua-alcalina-conceicao-calhau-atualidades-em-ciencia
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Por: Diana Sanches, Nutricionista do clube de saúde Kalorias Linda-a-Velha membro da Ordem dos Nutricionistas nº2136NE.
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